A especulação imobiliária, “Graças a Deus”

“Graças a Deus” Maringá é uma das cidades brasileiras com maior preço da terra urbana, onde os especuladores imobiliários deitam e rolam sem nenhuma intervenção efetiva do poder público.

Segundo o Estatuto das Cidades, a terra urbana tem que cumprir sua função social, diferente daquilo que defendeu o candidato Carlos Roberto Pupin no debate de 2ª feira na RICTV.

Os trabalhadores de Maringá continuam se refugiando em casebres nos limites da cidade, distantes do trabalho e de equipamentos urbanos como escolas, creches e postos de saúde e, quando não, nos municípios conurbados, Sarandi e Paiçandu.

Especuladores imobiliários são os grandes imobiliaristas, empreiteiros, donos de grandes áreas de terra dentro do perímetro urbano que atravancam o crescimento da cidade e ali se mantém, pressionando a ampliação dos limites da cidade cada vez mais, poupando seu “investimento” da ação dos instrumentos legais que pressionariam a edificação de moradia nessas áreas – sempre com o apoio e sob a tutela da administração municipal e dos vereadores da base aliada de Silvio e pupin na Câmara. (a luta para proibir a construção de casas geminadas é um grande exemplo disso)

Sob as asas da gestão Silvio/Pupin, criou-se uma bolha imobiliária em nossa cidade, mantendo os preços dos imóveis e dos aluguéis supervalorizados artificialmente, visando apenas o lucro dos grandes construtores e especuladores. Funciona mais o menos assim: Quando uma família decide vender seu imóvel, alguns avaliadores a serviço dessa rede criminosa superestimam o preço, fazendo com que este imóvel tenha um valor que não possa concorrer com os apartamentos de 40 metros quadrados que brotam como erva daninha pela cidade. Os trabalhadores que investem em imóveis são usados por este grupo para manterem artificialmente o preço dos imóveis, da mesma forma que os aluguéis exorbitantes são mantidos com a “reserva de mercado” feita artificialmente com a supervalorização que os avaliadores fazem dos imóveis em determinadas áreas.

Maringá precisa de uma gestão comprometida com a função social do espaço urbano, e esse compromisso Ênio Verri já assumiu.

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