Aos maringaenses “levianos”, meu respeito e integral apoio

Resposta ao post pretensioso do secretário de Comunicação de Pupin, Milton Ravagnani, que chama de “levianos” os membros da comunidade acadêmica da UEM e demais participantes da Audiência Pública que tratou de supressão de diretrizes viárias de Maringá: Seu conselho aos “levianos”: Juizo, gente!

http://blogs.odiario.com/miltonravagnani/2013/02/07/juizo-gente/
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Milton, assim fica difícil.

Quem conduziu a audiência não atentou para o que alertou o MP, que supressão de diretrizes viárias devem ser tratadas em conferência pública, não numa audiência. Me parece que você e os responsáveis pela audiência só ouviram o que lhes interessava para desclassificar a participação dos “levianos” doutores da UEM.

Durante as falas, a todo o momento, o secretário foi alertado para a questão da supressão de diretrizes, coisa que ele poderia ter levado em conta e retirado o termo do texto da lei, simples assim. Isso também foi apontado na participação dos doutores, alunos e outros “levianos”. Se, para o secretário de comunicação de Maringá, algum maringaense, em audiência ou conferência, alertar o poder público sobre itens que possam ser questionados pela Justiça por não cumprirem com as leis municipais, passam automaticamente a ser “levianos”, dai que eu não entendo mais nada. Sinceramente, meias verdades me irritam profundamente, caro Milton.

Sim, eis que, por incompetência da equipe da Prefeitura, má fé, descaso com a lei ou por inocência, na pressa de cumprir cegamente a ordem maior, a administração de Pupin flertou com a ilegalidade – você, como advogado, deve ter se atentado a isso em algum momento.

Por terem uma aversão quase inata ao conteúdo das falas dos “levianos” que se abalaram de suas casas para participar de uma audiência pública, a equipe da Secretaria de Planejamento Urbano de Maringá “comeu barriga” (como diria minha mãe), e certamente protelaram a instalação da tal Zona Industrial. Triste isso.

Zelar pela legalidade dos atos da administração municipal para com todos os setores, inclusive o empresariado, deveria ser palavra de ordem.

Com relação a transposição da UEM (que foi abordado pela insistência em seguir a audiência com um item de supressão de diretriz viária) e da tua delicadeza em destacar a participação de alguns membros do PCdoB, me abstenho de comentar.

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