Diferente dos “Camisas Negras”, Movimento pela redução de CCs pede que Pupin economize 17,7 milhões

No ano de 2011, Maringá viveu a ascensão de um grande movimento contra o aumento no número de vereadores. Nascido e criado nas instituições comandadas pela elite empresarial da cidade, este movimento tinha como bordão “Eu digo NÃO ao aumento no número de vereadores em Maringá”, e utilizou de todos os instrumentos que dispunha: gastaram com agência de propaganda para criar spots para rádio e tv, veicularam estes materiais em várias emissoras, gastaram com propaganda em jornais locais e, pasmem, chegaram a distribuir adesivos para os carros que foram à benção do dia de São Cristovão na Catedral, além de, no dia da votação, dispensarem parte de seus funcionários e os uniformizarem para que fossem “protestar” na sessão (dai ganharam o apelido de “camisas negras”), contrataram carro de som para circular incessantemente a quadra da Câmara Municipal de Maringá tocando o Hino de Maringá, pagaram diária para trabalhadores segurarem faixas com frases de efeito contra o aumento de vereadores e, como recompensa aos “voluntários”, distribuiram bombons ao fim da sessão – um para cada!
1O referido movimento, que era composto pela ACIM, CODEM, Lojas Maçônicas, Rotary, Lions, Arquidiocese, Observatório Social de Maringá, Sociedade Éticamente Responsável (SER), OAB, e assinava sua propaganda como “Sociedade Civil Organizada”, foi vitorioso. Foram mantidas as 15 cadeiras, e a população não conseguiu aumentar sua representação na casa de leis de Maringá sob a mentira empunhada pela tal “Sociedade Civil Organizada” de que haveria economia de dinheiro público com a manutenção do número de vereadores.

Mentira! A dotação orçamentária para a manutenção da Câmara de Vereadores é de, no máximo, 5% da arrecadação do município (aproximadamente 15 milhões). Que fossem 15, 9, 21 ou 23 vereadores, o dinheiro para ser gasto seria o mesmo. Movimento mentiroso, e fim de papo!

Lembro que, logo após a votação da matéria sobre o aumento ou não no número de vereadores, seria apreciado projeto de lei que aumentava o salário dos vereadores, prefeitos, secretários e CCs em geral e, acreditem, a tal “Sociedade Civil Organizada” se retirou da plenária. O que eles realmente queriam era tão somente a manutenção de 15 cadeiras na Câmara, evitando, assim, a possibilidade de maior representação popular neste espaço.

Fato é que a ação da elite maringaense travestida de “Sociedade Civil Organizada” não poupou um centavo sequer aos cofres públicos, já que a Câmara continua com os mesmos 5% do orçamento municipal a sua disposição.

Esta semana, início de fevereiro de 2013, vemos o nascimento de um movimento que pede a economia de aproximadamente 17,5 milhões de reais anuais com a demissão dos desnecessários 238 cargos comissionados contratados pelo prefeito Roberto Pupin em conta do apoio político recebido no segundo turno, nas eleições passadas.

No começo do mês, a administração municipal comemorava um recorde de arrecadação de IPTU, mais de 122 milhões de reais que, levado em conta os atuais 515 cargos comissionados da gestão Pupin, comprometeriam só com sua folha de pagamento aproximadamente 33,5 milhões de reais deste montante, ou seja, 27% do dinheiro do contribuinte maringaense poderia ser usado para pagar o apoio político recebido por Pupin durante as eleições.
1Diferente dos “Camisas Negras”, o Movimento contra o aumento de CCs em Maringá é composto por trabalhadores, servidores públicos que prestaram concurso, estudantes, donas de casa, contribuintes que não conseguem desenvolver a mesma peça de merchandising para sua campanha – afinal de contas, esse não é o objetivo – , mas lutam por uma real economia do dinheiro público, que seria muito bem vindo para ajudar a diminuir a fila da casa própria, para somar na implementação do Plano de Cargos e Carreiras dos servidores municipais, no fim da fila para consultas especializadas, no pagamento de uma parcela da dívida pública de Maringá (que hoje chega a mais de meio bilhão de reais), entre tantas outras possibilidades de aplicação.

Acesse Eu digo NÃO ao aumento no número de Cargos Comissionados em Maringá, curta os materiais, compartilhe em seu perfil mas, principalmente, ajude nas mobilizações.

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