Ex presidente da ACIM poderá ser o maior beneficiado com alterações em Plano Diretor.

Acontece nesta segunda-feira (10), à partir das 08 horas, na Câmara de Vereadores, a Conferência Municipal convocada pela Prefeitura para apresentar alterações ao Plano Diretor de Maringá, entre elas, a transposição da UEM, alterações no sistema viário, na destinação da arrecadação com a outorga onerosa, que deixaria de ser destinada exclusivamente para o Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social, além da regularização do aclamado Eurogarden, projeto que promete mesclar área pública com terrenos da iniciativa privada.

O Eurogarden abrigaria alguns prédios públicos e outros residenciais e comerciais, conforme demonstra um vídeo pirofagista e megalomaniaco de caráter meramente propagandista produzido por um renomado escritório de arquitetura europeu a mando de um grupo de especuladores imobiliários, tal qual foi feito na gestão Gianotto com o também aclamadíssimo Projeto Ágora, do arquiteto Oscar Niemeyer, que seria implementado no Novo Centro, comportando áreas de convivência, prédios de utilidade pública e equipamentos urbanos.

É possível observarmos inúmeras semelhanças entre o Projeto Ágora e o Eurogarden. Ambos são lindos, modernistas, que contribuiriam imensamente para o caráter inovador do traçado urbano de Maringá, isso, se um tivesse saído do papel e se o outro desse o mínimo de sinal de que poderá sair do papel um dia. Por enquanto, o Eurogarden é ficção, fantasia, sonho de especuladores imobiliários que vêem a grande chance de acoplar suas terras vizinhas ao antigo aeroporto em uma promessa de um possível, talvez, quem sabe, empreendimento bem sucedido de parceria (?) com o poder público.

O Ágora de Niemeyer – cujo Eurogarden se transubstanciará em déjà vu – serviu para pressionar o poder público para viabilizar a entrega de área pública no Novo Centro para a Iniciativa Privada, além de ser divulgada pirofagisticamente como peça de merchandising para valorizar a área em questão de forma artificial, empreitada que culminou na não execussão do Ágora e, sim, na venda de apartamentos a peso de ouro num paredão de prédios de profundo mau gosto e que estão fadados a desvalorização, compondo o núcleo latente da bolha imobiliária maringaense prestes a explodir.

A Conferência de segunda-feira será um circo de final de ano armado pela administração pepista e que pretende servir para dar um grande presente a este grupo de especuladores imobiliários, representados por um ex presidente da ACIM.O formato e a escolha da data (10 de dezembro, final de ano e de mandato do Silvio Barros), dia e horário (uma segunda-feira às oito da manhã) inviabilizam a participação da população – composta por trabalhadores – e de representantes de entidades socias e ONGs.

Por fim, o próprio Plano Diretor prevê para o primeiro semestre de 2013 a realização desta conferência, e então nos perguntamos, qual o motivo de Silvio Barros se antecipar em realizaqr esta conferência? Garantir o que para quem?

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