Guerra contra gays e amizade com Ditadura Militar da Argentina compõe currículo de novo Papa

2Fumaça branca no Vaticano e, da sacada do Palácio Apostólico, o Habemmus Papam anuncia um latino-americano, o Cardeal de Buenos Aires, Dom orge Mario Bergoglio, jesuíta, assumiu o nome de Papa Francisco I.

Em julho de 2010, quando ainda era cardeal em Buenos Aires, o recém eleito Papa Francisco I disse que impedir casamento gay “é uma guerra de Deus”, o que causou indisposição da Igreja Católica com a presidente Cristina Kirchner.

Francisco I também foi grande amigo da Ditadura Militar na Argentina, sendo acusado de delatar inúmeros padres ao regime e de fazer vistas grossas aos assassinatos e diversos crimes dos militares no período.

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Papa Francisco e a Ditadura Militar Argentina – por Luís Garcia ·

Depois de Karol Wojtyla – um papa anti-comunista, ultra-conservador e misógino, Ratzinger – um papa ex-nazi e protector de pedófilos, temos agora Jorge Mario Bergoglio, aliado da ditadura militar argentina

A ascensão religiosa de Jorge Mario Bergoglio coincidiu com um dos períodos mais obscuros da Argentina: a ditadura militar que governou o país entre 1976 e 1982. Ele foi acusado de retirar proteção de sua ordem a dois jesuítas que foram sequestrados clandestinamente pelo governo militar por fazerem trabalho social em bairros de extrema pobreza. Ambos os padres sobreviveram a uma prisão de cinco meses.

O caso é relatado no livro “Silêncio”, do jornalista Horacio Verbitsky, também presidente da entidade privada defensora dos direitos humanos CELS. A publicação leva em conta muitas manifestações de Orlando Yorio, um dos jesuítas sequestrados, antes de morrer por causas naturais em 2000.

“A história o condena: o mostra como alguém contrário a todas as experiências inovadoras da Igreja e, sobretudo, na época da ditadura, o mostra muito próximo do poder militar”, disse há algum tempo o sociólogo Fortunato Mallimacci, ex-decano da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires.

Os defensores de Bergoglio dizem que não há provas contra ele e que, pelo contrário, o novo Papa ajudou muitos a escapar das Forças Armadas durante os anos de chumbo no seu país.
Videla y la Iglesia

Em 2005, o jornalista Horacio Verbitsky acusou o então arcebispo de ter contribuído para a detenção, em 1976, pelas Forças Armadas, de dois sacerdotes que trabalhavam sob seu comando na Companhia de Jesus, Francisco Jalics e Orlando Yorio. A história foi registrada no livro “El Silencio”. A acusação não é inédita. Rumores sobre uma suposta colaboração de Bergoglio com a ditadura já haviam sido ventilados na Argentina por críticos do perfil conservador do cardeal. É a primeira vez, no entanto, que se publicava um registro oficial da atuação de Bergoglio no episódio. Verbitsky obteve nos arquivos do Ministério das Relações Exteriores e Culto da Argentina um documento de 1979 em que o então diretor de Culto Católico do órgão, Anselmo Orcoyen, afirma ter sido informado por Bergoglio das “suspeitas de contato com guerrilheiros” e dos “conflitos de obediência” envolvendo o sacerdote de origem húngara Jalics. Bergoglio teria feito esses comentários oralmente ao entregar por escrito um pedido para renovação do passaporte argentino de Jalics, que, assim como Yorio, foi libertado em 1976. O pedido de renovação do passaporte foi negado com base nos antecedentes do religioso informados verbalmente. Verbitsky narrou esses fatos num capítulo do livro chamado de “As Duas Faces do Cardeal”.1

in: http://pensamentosnomadas.wordpress.com/2013/03/14/papa-francisco-e-a-ditadura-militar-argentina/

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