O professor e o orgulho dos 5 dedos de sua mão direita

itamarGosto da ideia de cultivar o orgulho de ser gay.

Tenho orgulho de ser gay, assim como tenho orgulho de ser honesto, responsável, assíduo com o pagamento de minhas contas, bom com meus amigos…

Diferente do que aqueles que inundam os bares em tardes de sábado com piadas de “bichinhas”, que afirmam aos filhos que chorar é coisa de “mulherzinha”, que teatro é coisa de “boiola”, que ser gay é nojento, é asqueroso… diferente de tudo isso que vem sendo reproduzido há séculos pela maioria branca, machista, racista, homofóbica e cristã, numa tentativa talvez inconsciente de perpetuar a segregação e de reafirmas as diferenças, de estimular o ódio e, quem sabe, de tornar abominável no outro aquilo que tanto se esforça para reprimir em si mesmos, ser gay não desmerece ninguém, não torna ninguém menor, inferior, sujo ou qualquer outro adjetivo que pretendam inculcar em nós os machistas e homofóbicos nas tardes de sábado em seus bares, nos púlpitos das igrejas, nas mesas de almoço em família ou, acreditem, nos bancos das universidades.

Ter orgulho de ser gay, diante de uma manifestação de desaprovação de qualquer homofóbico que seja, em qualquer grau de preconceito que seja, é revolucionário, libertador…

O tal professor Itamar que se vire com o incômodo que lhe causa o meu orgulho de ser gay, o nosso orgulho de sermos LGBT, e que se deleite abundantemente com a companhia agradável dos cinco dedos de sua mão direita – aos quais deve cultivar tanto orgulho e afeição!

Sobre o comentário do Itamar Flávio Silveira, professor de história Econômica da UEM

https://www.facebook.com/itamarflavio.silveira?fref=ts

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