Silvio Barros persiste no erro e ignora moção de repúdio que condenou conferência de 2009

A gestão pepista da Prefeitura de Maringá convocou para a próxima segunda-feira, às 8 horas, uma Conferência para alterar elementos fundamentais do Plano Diretor da cidade, entre eles, a transposição da UEM, o desmantelamento do Fundo de Habitação de Interesse Social, a viabilização de um mega empreendimento imobiliário de um ex presidente da ACIM, entre outros tantos.

Tais alterações que interferem profundamente na dinâmica social e econômica da cidade devem ser apresentadas com clareza e riqueza de informações, de forma que o maior número de representantes de entidades, ONGs, associações de bairro, especialistas, gestores e a população possam participar, porém, o dia e horário escolhidos para a realização da conferência inviabilizam a participação da maioria dos interessados, deixando espaço apenas para grandes empresários e representantes do poder público que, em Maringá, cumprem o mesmo papel já há décadas.

A última conferência deste tipo foi realizada na manhã do dia 21 de dezembro de 2009, também uma segunda-feira, e foi alvo de uma moção de repúdio na Conferência Estadual das Cidades, realizada no ano seguinte, na capital paranaense.

Moção de Repúdio aprovada na Conferência Estadual das Cidades de 2010:

Proponente: Carla Almeida – Representante da Universidade Estadual de Maringá –
Conselho Municipal de Planejamento e Gestão Territorial de Maringá; Márcio Lorin –
Academia de Arquitetos e Engenheiros Euclides da Cunha; Jonas Braz – CUT/PR
À atitude da Administração Municipal de Maringá, que convocou uma Conferência Pública
para aprovar alterações no Plano Diretor para o dia 21 de dezembro, às 08:00 horas da
manhã, em uma segunda-feira, véspera de Natal. A data e o horário marcados dificultou
sobremaneira a participação dos trabalhadores e trabalhadoras de Maringá que, em três
(3) audiências marcadas para discutir o mesmo assunto anteriormente, haviam rejeitado
as propostas de alteração do Plano Diretor apresentadas pela Prefeitura. No dia 21 de
dezembro as mesmas propostas foram aprovadas, entretanto, sem participação popular
efetiva. A grande maioria de presentes nesta Conferência era de representação
governamental.

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